Eu sou à favor da dúvida. Por que te amo? Por que me ama? Eu não tenho vontade de dormir, as vezes. Tenho a estúpida ilusão de que tudo pode ser só um sonho e dormir me faria acordar, de verdade, na realidade. Tenho medo do amanhã, do futuro, do que não sei bem explicar. Tenho medo que se acabe o que eu quero que prevaleça e que meus medos aconteçam. Existe algo no amanhã que me deixa desconfortável. O medo de dormir ao seu lado e acordar sozinha, na maior parte das vezes. Por que? Por que você é tão meigo comigo? Por que eu me sinto diferente quando estou com você? Por que nos amamos? E por que o presente e o passado do verbo amar, na primeira pessoa do plural, é igual? Talvez nós estejamos subordinados a nos amarmos para sempre, sem que nada seja passado. Talvez quando o para sempre fora só uma letra de canção, a realidade contida nas palavras me fez mais tranquila, confiante. Talvez, só talvez, a gente nunca deixe de se amar. E dos poucos casos que o “amamos” será sempre usado no presente, eu posso te dizer sem dúvidas, pela primeira vez, que nós estaremos aí pelo meio.